Nova alíquota de royalties pode garantir sobrevida para Macaé
28/08/2017 - Nova alíquota de royalties pode garantir sobrevida para Macaé
Com as manifestações positivas da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o discurso levantado por Macaé há cerca de um mês ganha agora dados técnicos que referendam a possibilidade efetiva de se elevar o fator de produção de reservas em operação há quatro décadas na Bacia de Campos, atraindo investimentos bilionários, que significam também milhares de postos de trabalho.
Durante reunião com instituições e empresários que atuam na base da economia da cidade, o prefeito Dr. Aluízio (PMDB) reforçou a defesa pela redução da alíquota, de 10% para 5%, dos royalties sobre o petróleo gerado a partir da elevação do fator de produção dessas reservas que se encontram hoje em declínio de potencial de prospecção de óleo bruto.
Ao atingir atualmente o patamar de 1,3 milhão de barris produzidos diariamente, a Bacia de Campos passa a representar cerca de 44% de todo o óleo bruto extraído pela Petrobras no país. Em menos de cinco anos, esse patamar estava acima dos 85%.
"Hoje, a produção do pré-sal bate o mesmo volume que a do pós-sal. Em poucas semanas, o óleo extraído em águas profundas da Bacia de Santos será superior ao dos barris gerados pela Bacia de Campos. Essa mudança representa a necessidade de discutir a viabilização dos campos maduros. Não há plano B, o momento é agora", disse o prefeito.
"A Petrobras já nos disse que se os royalties sobre o petróleo novo dos campos maduros for de 5%, ela investirá a mesma quantia na revitalização da Bacia de Campos. A ANP já fez os cálculos de como isso vai gerar um impacto positivo para o mercado nacional. Agor só falta bater o martelo", disse o prefeito.
A mobilização 'royalties por investimentos e emprego' foi abraçada por representantes das instituições que participam da dinâmica do petróleo, em Macaé e no país.
"Qualquer medida que possa mudar o atual cenário do mercado é importante e precisa ser abraçada por todos nós", afirmou Vitor Silva, coordenador do comitê gestor da Rede Petro-Bacia de Campos.
"O potencial dessa proposta é fantástico. A redução dos royalties projeta mais petróleo em produção na Bacia de Campos, o que pode aumentar a arrecadação das cidades e a geração de empregos", disse o presidente da Comissão Municipal da Firjan, Evandro Cunha.
"Vemos que é uma proposta em discussão pela Petrobras e pela ANP. Não é marketing! E quando se define medidas que possam ampliar a atividade das grandes operadoras, cria-se também potencial de negócios para as nossas empresas", apontou Leandro Luzone, secretário do capítulo Brasil da International Association of Drilling Contractors (IADC).
"Nós queremos mostrar para a Shell o quanto Macaé será importante para o futuro do mercado do petróleo no Brasil e que estamos preparados para dar o suporte necessário para esse novo momento", explicou.
"O tempo 'das grandes novidades' já passou. A fase agora é de entender o novo perfil do mercado do petróleo, que avalia qualquer dólar ou real, como uma fonte de investimento e de sobrevivência. Não há mais espaço para excessos. E a cidade também precisa se adequar", apontou.
Fonte: O Debate





